A contribuição de Pascal na análise combinatória

A contribuição de Pascal na análise combinatória

            Se considerarmos os números figurados como a semente daquilo que chamamos de análise combinatória, podemos dizer que os pitagóricos já faziam estudos sobre esses números. Porém, é com o matemático francês Blaise Pascal (1623-1662) e seus contemporâneos Fermat, Leibniz e Wallis, no século XVII, que esse estudo adquire uma roupagem científica.

            Pascal não freqüentou o colégio, mas teve no pai um orientador dedicado. Seu interesse pela Geometria era tanto que aos 16 anos escreveu, sem publicar, o tratado sobre as cônicas. Aos 19 anos inventou uma máquina aritmética que realizava contas sem a utilização de lápis e papel. Aos 23 anos, tomou conhecimento da experiência de Torricelli sobre a pressão atmosférica e realizou a chamada “experiência do vácuo”. Mais tarde voltou a contribuir com a Matemática, quando concentrou sua atenção em alguns tipos de jogos. Essa preocupação levou-o ao cálculo das probabilidades, que ele chamou de “Geometria do acaso”.

            As atitudes controvertidas que são atribuídas a Pascal e a outros pensadores de sua época, em relação à Igreja, devem-se em parte às grandes transformações de seu tempo que geraram constantes polêmicas com a escolásticas e os jesuítas. Isso fica demonstrado no prefácio do Tratado do vácuo, quando ele diz: “os conhecimentos dependem da razão e aperfeiçoam-se com o tempo, ao passo que as verdades da fé seriam alicerçadas na memória e na autoridade”.

            Os estudos desenvolvidos por Pascal chegaram perto da descoberta do cálculo e talvez tivessem antecipado as descobertas de Newton e Leibniz, não fosse a morte precoce aos 39 anos de idade.

O pensamento na época de Pascal

            No Renascimento, é em nome do humanismo que o homem começa a separar-se da grande ordem do mundo, para ser o seu espectador privilegiado. Ele é o organizador dessa ordem: na pintura, o artista reordena o mundo com o método de perspectiva; as ciências e a técnica, que recebem impulso sem precedentes, são outras tantas formas de o homem produzir um mundo a partir de si e de suas necessidades. No plano religioso, isto se traduz na Reforma, que não reconhece intermediários – padres ou o papa – na comunicação com Deus: o homem, e só ele, é responsável por seus atos perante a sua consciência e Deus.

Bibliografia: Xavier & Barreto. Matemática aula por aula 2º Ano. Pág. 242—243.w

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